Fraturas Vertebrais
Entenda o papel da Radiologia no diagnóstico e tratamento das fraturas vertebrais
Sintomas
A maior parte das fraturas vertebrais causa unicamente a chamada dor axial (dor na região da coluna). Alguns casos em que se associam compressões das raízes nervosas ou medula espinhal podem também estar associados a dores irradiadas para os membros, formigamentos e perda de força.

Fonte: doi.org/10.1016/j.nic.2019.07.006


Por que ocorrem?
A principal causa para fraturas vertebrais é a osteoporose, que gera fragilidade óssea e fraturas espontâneas ou com pequenos traumas (p.ex. queda da própria altura.
Outras causas de fraturas são os traumas de maior impacto (p.ex. automotivos ou quedas de grandes alturas) e os tumores (p.ex. as metástases ósseas)

Ressonância magnética mostra fratura da vértebra L3, com acentuado edema ósseo, o que está relacionado à presença de dor.
Como investigar?
Pacientes com osteoporose assintomáticos ou com dor leve na coluna podem inicialmente ser investigados com radiografia (raio-x) simples da coluna.
Pacientes com quadro de trauma, tumor ou dor acentuada e sem melhora com tratamento conservador (analgésicos, fisioterapia), devem prosseguir a investigação com ressonância magnética ou, se contraindicada, tomografia computadorizada. Essas modalidades, além de possuírem maior acurácia no diagnóstico das fraturas, conseguem apontar as fraturas que são recentes/agudas e aquelas sem consolidação e com processo inflamatório (edema), que têm maior chance de se beneficiarem de intervenções terapêuticas
Como tratar?
A maioria das pessoas com fraturas vertebrais evoluirá bem após poucas semanas (3-6) de terapia conservadora, que deve incluir analgésicos orais, fisioterapia, atividade física conforme tolerância, repouso relativo e, se necessário, pequeno período inicial de repouso absoluto (máximo de 3 dias). A tendência da maioria das fraturas é a consolidação espontânea.
Quais as opções de tratamento percutâneo (minimamente invasivo)?
Em alguns casos, as fraturas vertebrais podem não apresentar consolidação espontânea ou podem estar associadas a níveis de dor intoleráveis que prejudicam as atividades diárias, mesmo com analgesia oral otimizada. Nesses casos, os tratamentos minimamente invasivos de vertebroplastia e cifoplastia podem contribuir para estabilização dos fragmentos da fratura e marcada redução do quadro doloroso.
Vertebroplastia
A vertebroplastia consiste na injeção de cimento ortopédico (polimetilmetacrilato) no traço de fratura, de forma a estabilizar os fragmentos e promover alívio imediato da dor. O procedimento é feito por uma incisão menor que 5 mm, com injeção através de uma agulha, podendo ser realizado sob anestesia local ou sedação moderada, habitualmente sem necessidade de anestesia geral ou internação hospitalar.

Cifoplastia
A cifoplastia é semelhante à vertebroplastia, também percutânea e com mesmo perfil de segurança. Sua diferença consiste em inflar um balão dentro da vértebra antes da injeção do cimento. Isso permite restituição de parte da perda da altura do osso fraturado. Sua desvantagem é o valor mais elevado do material, porém alguns casos selecionados podem se beneficiar do melhor realinhamento dos fragmentos.

E cirurgia?
A grande maioria das fraturas vertebrais não necessita de cirurgia. No entanto, uma parcela delas pode estar relacionada a instabilidade da coluna ou a compressões neurais e da medula espinhal, sobretudo as fraturas por traumas de alto impacto. Nesses casos, as cirurgias de fusão e/ou descompressão têm um papel bem estabelecido.
