Principais tratamentos para tumores musculoesqueléticos

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Trata-se de um tumor ósseo benigno, habitualmente pequeno (< 1 cm), porém bastante doloroso.
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A ablação térmica percutânea, permite tratamento curativo com taxa de eficácia > 95%, de forma segura, com alta no mesmo dia e retorno precoce às atividades habituais.

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Tratamento paliativo ou curativo para metástases ósseas de outros tumores, como mama, pulmão ou próstata.
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Tem como objetivos: (1) melhora da dor óssea tumoral, (2) controle local da doença e (3) cura da doença metastática, no caso de poucas lesões.

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Tumores acometendo partes moles (músculos) podem se beneficiar da ablação térmica (crioablação) para tratamento paliativo curativo.
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Exemplos de tumores habitualmente tratados dessa forma incluem o tumor desmoide (fibromatose) e as malformações vasculares (malformações venosas, também chamadas de hemangiomas).

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Cistos ósseos são tumores benignos que acometem principalmente crianças e adolecentes, tendo tendência a resolução espontânea.
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Em alguns casos, podem predispor a fraturas patológicos do osso (sobretudo úmero e fêmur).
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A injeção intracística de corticoide ou substituto ósseo pode auxiliar na involução mais rápida do cisto, prevenindo novas fraturas
Formas de ablação térmica
A ablação térmica consiste na destruição tumoral por meio de temperaturas altas ou baixas aplicadas diretamente no interior da lesão tumoral. A forma de ablação optada depende do local e tamanho da lesão a ser tratada. São discutidas aqui as aplicações de ablação tumoral (oncológica), embora ablações de nervos (rizotomias) também tenham papel no cuidado da dor não oncológica.

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A forma mais clássica de ablação, aplica ondas de radiofrequência no interior da lesão para elevar sua temperatura a níveis de morte celular (entre 60 e 90 graus).
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Possui como vantagens maior disponibilidade mais estudos pautando seu uso.
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É a forma mais utilizada para ablação de tumores ósseos, sobretudo osteoma osteoide, onde é o padrão-ouro de tratamento.

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Utiliza os gases argônio e hélio no interior da agulha para gerar temperatura baixas para congelar e destruir as células tumorais.
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Possui como vantagens a possibilidade de tratar áreas maiores do que a radiofrequência, além de possuir menor taxa de dor pós-operatória. Como desvantagem, apresenta custo mais elevado.
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É a forma mais utilizada para ablação de tumores de partes moles.